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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013 0 comentários

Diário Literário - O Segundo Verão da Irmandade

     Em meu 4º livro para o Desafio Literário 2013 deste mês de fevereiro, escolhi seguir com a história das meninas que partilhavam a magia de um jeans viajante.
     Mês de fevereiro do Desafio, é o mês dos livros que nos façam rir!

     O Segundo Verão da Irmandade

     Como já conhecemos A Irmandade de Jeans Viajante, já conhecemos as meninas, já conhecemos suas personalidades e suas peculiaridades, por isso, acredito, temos neste segundo livro uma história muito mais dinâmica, que não se prende às apresentações. Já somos todas amigas!^_~
     O verão se aproxima novamente e elas estão ansiosas para saber como será o segundo verão das calças!
     Lena continua se remoendo, mesmo depois de quase um ano, o término do namoro com Kostos, provocado por ela mesma, por não se sentir capaz de suportar a dor da distância, porém Lena não consegue deixar de amá-lo, e não consegue deixar de sofrer por não poderem estar juntos.
     Bee, se perdeu um bocado de si mesma depois do último verão, abandonou o futebol, pintou o cabelo, ganhou peso. Porém ela sente que precisa se encontrar, e é buscando por si mesma que ele decide ir "re"-conhecer a avó materna, a quem ela não vê desde os seus 5 anos, e de quem seu pai desencorajou o contato após a morte de sua mãe. Bridget chega à cidade fingindo ser outra pessoa e se oferece para trabalhar na casa da avó. Mergulhando no passado da mãe, Bridget acaba por encontrar a si mesma, e o que parecia ser um problema do verão passado, acaba por mostrar-se uma ferida muito mais profunda!

     Tibby ainda não superou a tragédia pela qual passou no verão passado. Sua melhor forma de lidar com a dor foi evitar totalmente o assunto Bailey. Ela está indo para uma oficina de cinema, ela recebe a tarefa de fazer um vídeo biográfico durante o verão, e apresentá-lo em um festival. A primeira idéia que surge na mente de Tibby é Bailey, porém ela se acovarda, não se sente capaz de enfrentar os fatos ocorridos no verão passado. Então decide fazer um vídeo comédia sobre sua mãe e seus irmãos. Tibby precisará "mergulhar na lama" e sentir vergonha de si mesma, para lembra-se do que jamais poderia esquecer.
     Carmen continua chata, as narrativas dela são um pouco cansativas por que a linha de pensamento dela é um pouco superficial. Mas Carmen tem um bom coração, apesar de ser um pouco egoísta e mimada. Ela tem de aprender a lidar com o ciúme de sua mãe, por estar em um relacionamento novo e feliz.

     A narrativa, assim como no primeiro volume da série, é narrada me terceira pessoa, intercalando as aventuras das quatro meninas com as cartas que elas trocam durante o verão. Muito me impressiona o carinho com que a autora consegue dispensar à todas as quatro, sem privilegiar nem uma delas! Elas dividem o livro e a história, em perfeita harmonia! Como boas amigas, elas não brigam pelo papel principal.
     O livro traz uma bela mensagem de amizade e de amadurecimento. Acompanhamos meninas se tornando moças e moças se tornando mulheres, porém sem nunca perder sua essência e sem jamais abandonar suas raízes.


O Segundo Verão da Irmandade
Autor: Ann Brashares
Editora: Rocco
Ano: 2004
ISBN: 8532517145
Nº de Págs.: 408


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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013 1 comentários

Diário Literário - A Irmandade das Calças Viajantes


     Fevereiro é o mês de dar risada no Desafio Literário 2013. Escolhi alguns títulos que me inspiraram graça mas, neste meu segundo livro do desafio (veja o primeiro aqui), não consegui muitas risadas... ¬¬ Talvez o problema seja eu...


     A Irmandade das Calças Viajantes

      "Era uma vez um par de calças. Era um par de calças básico - jeans, é claro, azul, mas não aquele azul duro, novo, que se vê no primeiro dia de aula. Era um azul suave, degradé  com um cero desbotamento extra nos joelhos e no bumbum, além de ondinhas brancas nas dobras."

     Tudo começou quando Carmen entrou em uma loja de roupas de segunda mão. Não costumava frequentar lojas de segunda mão, mas as calças estavam apenas três dólares. Não haviam de fato chamado a atenção de Carmen. Ela sequer se deu ao trabalho de experimentá-las. Guardou-as em algum canto do guarda-roupas, e lá elas esperaram.

     Era uma vez também quatro amigas: Lena, Bridget, Tibby e Carmen. Elas já nasceram amigas, pois as mães, todas gestantes esperando bebês para setembro, frequentavam a mesma turma de ginástica para gestantes. As mães acabaram por se tornar amigas, e as crianças, que acabaram por nascer todas em um intervalo de 17 dias entre a primeira e a última, se tornaram amigas inseparáveis. Mas chegou então o verão. Aquele em que completariam 16 anos, e o momento de, pela primeira vez, se separarem.
     Suas vidas e sua amizade sempre fora marcada pelos verões. Época em que estavam de férias, e faziam aniversários. Época em que passavam tanto tempo grudadas que esqueciam-se onde começava uma e terminava a outra. Mas no verão de seus 16° aniversários, tinham planos diferentes, pela primeira vez. Lena iria conhecer os avós paternos, na Grécia, onde passaria os dois meses de férias. Carmen passaria as férias na casa do pai, na Carolina do ?Sul. Seria a primeira vez desde que os pais se divorciaram, que o visitaria. Bridget fora convidada à um acampamento de futebol, em Baja na Califórnia. Tibby passaria as férias em casa, trabalhando em uma franquia de farmácia, estava terrivelmente deprimida. Na verdade, todas estavam.

     Então, as calças apareceram. Tibby foi a primeira a vê-las, guardadas no armário de Carmen, disse que às queria e Carmen a autorizou a seguir em frente, então a mágica começou, embora Tibby fosse pequena, as calças caíram-lhe perfeitamente bem, caíram-lhe com leveza, sem parecerem grandes demais, valorizando as poucas curvas de seu corpo esguio. A seguinte foi Lena, experimentou-as e, embora fosse mais alta que Tibby e tivesse o quadril mais largo, as calças se ajustaram perfeitamente em seu corpo, como se fossem feitas para ela, entre surpresa e descrença, Lena passou as calças à Bridget. Bridget era a mais alta entre as garotas, embora seu corpo fosse atlético, era esguio nos quadris. A prova final seria Carmen. Carmen não era especialmente gorda, mas era de ascendência latina, o que a concedia um quadril privilegiado. Era certo que as calças não poderiam caber nela também, o que seria engraçado, visto que as calças eram dela! Mas couberam. Colaram-se a seus quadris como segunda pele, a deixando um pouco mais magra, mas ainda assim sensual. Estava provado. As calças eram mágicas!
     Definiram então que a caça pertenceria a todas elas! Partilhariam as calças durante o verão, enviando de uma à outra. Seria uma maneira de estarem sempre juntas. Assim surgiu a irmandade das calças viajantes, e as regras que estabeleceram foi:


     A partir daí então acompanhamos as calças e acompanhamos as meninas.

     Lena, a sensata.  É tímida e retraída, e linda. Ela carrega sua beleza como um fardo, como se o fato de ser bela impedisse as pessoas de a verem de verdade. Acho que de todas, foi com quem mais me identifiquei, embora possa verificar traços de minha personalidade em todas elas. Ela tem uma personalidade fechada, por vezes fechada até para si mesma, o que impossibilita de reconhecer os próprios sentimentos. Lena e a irmã mais nova, Effie vão passar suas férias de verão na Grécia, junto de seus avós paternos pela primeira vez. Somos levado por lena à cenários fantásticos em um pequeno vilarejo grego, onde Lena terá de lidar com um suposto pretendente arranjado por sua avó. seu hobby: Pintura em tela e desenho.
     Bee, a vivaz. Ela é energica, de beleza exótica e cabelos cor de palha de milho. Sempre cheia de energia sempre sorrindo, demonstra muito poucas inseguranças e muito pouca prudência! É minha favorita. Acompanhamos a estrela do futebol tentando ganhar as atenções de um dos treinadores do acampamento, e ela promete que o terá até o final do verão. Seu Hobby: Futebol
     Tibby, o patinho feio. Ela é fisicamente a menor do grupo, carrega um certo complexo de inferioridade para com as amigas, e por esse motivo guarda alguns segredos bobos que prefere não compartilhar com ninguém, como por exemplo o quanto ela ama o seu porquinho da índia. Acompanhamos Tibby em seu primeiro projeto de documentário, sobre pessoas esquisitas, onde acaba por conhecer muitas pessoas, mas principalmente, onde se aproxima de Bailey, uma garota de doze anos com leucemia, que acaba por se tornar sua assistente neste projeto. Seu hobby: Gravação, edição e montagem de vídeos.
     Carmen é a chata. Nooossa, como ela é chata! É mimada ciumenta, egoísta e mesquinha! Tá legal, se você fosse convidada a passar as férias na casa do pai, pela primeira vez em anos, desde que os pais se divorciaram, e de repente chegasse lá e desse de cara com esposa nova e filhos novos, tipo: SURPRESAAAA!!! Isso poderia levar qualquer pessoa a beira da loucura! Mesmo assim, ela é chata. A linha de pensamento lógico dela é chata! Seu hobby: Moda (até o hobby dela é chato).

     O livro é narrado intercalando as histórias das garotas com cartas que elas vão se trocando durante o verão, achei o estilo narrativo interessante e dinâmico. A história não foi engraçada como achei que seria, embora Bailey e Tibby tenham me arrancado algumas risadas, acredito que chorei com essas garotas muito mais do que ri. Chorei com Carma, chorei com Bee, chorei com Lena e chorei com Tib.
     Mas a história toda é bela e bem construída. Mereceu muito bem o meu tempo! ^_~

A Irmandade das Calças Viajantes
Autor: Ann Brashares
Editora: Rocco
Ano: 2009
ISBN.: 8532515118
N° de Págs.: 312

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