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segunda-feira, 27 de agosto de 2012 2 comentários

Diário Literário - As Ruínas



Desafio Literário – Ago/12 – Terror

     O que é esse Desafio Literário?
     Tudo sobre o desafio Literário.

    Depois de Raphael Draccon, com Espíritos de Gelo, entro mais uma vez neste universo pouco ilumindado. O_O 

     E sabe o que eu descobri? Tenho medo! Sério. Não consegui descobrir se é um medo que faz bem ou mau...

     Meu Livro nº 2 do Desafio Literário de Agosto foi As Ruínas de Scott Smith da Editora Intrínseca.


     Começando pela capa. Por que adorei. Gosto quando as capas são diferentes e chamam a atenção. O que chama atenção na capa, nem é o desenho, na verdade a arte é bem simples e bem limpa, com quase nenhuma gravura e apenas uma frase na contra-capa, o que gostei foi o papel. Algo parecido com papel reciclado bem grosso e com uma textura aveludada ao toque e um aspecto matte fosco. A desvantagem é que essa textura absorve muito bem a sujeira e embora eu tome todo o cuidado do mundo, consegui algumas marcas e impressões digitais. Usei uma borracha, e dei uma suavizada nas marcas, mas, que pena, ficou manchado.T-T


     A história é sobre quatro amigos. Na verdade, duas amigas Amy e Stacy e seus respectivos namorados, Eric e Jeff, em suas férias em Cancún. Muito sol, festas, bebidas e diversão. Então eles conhecem Mathias, um alemão, e três gregos, que se apresentam como Pablo, Juan e Don Quixote, que não falam nada de inglês ou espanhol.

     Eis que em uma bela manhã em Cancún, seu novo amigo Mathias lhes conta, que seu irmão Henrich, que havia vindo com ele à Cancún estava desaparecido, já há alguns dias, e que estava pensando em ir procurá-lo. Tudo o que o irmão deixara antes da partida foi um bilhete, com um mapa e instruções. Ele havia partido atrás de uma garota que conhecera, fora ela quem lhe dera o mapa original,o qual Henrich transcrevera para o que Mathias possuía. Segundo a garota o mapa levava a uma escavação arqueológica.
     Então assim foi decido, iriam ajudar Mathias a encontrar seu irmão. Porém o que esperava por eles ao final de uma árdua jornada, era muito mais do que apenas um canteiro arqueológico.
     A história é muito bem escrita e tem um bom desenvolvimento cronológico. O autor descreve detalhadamente o que se passa dentro da cabeça de cada personagem, mesmo os pensamentos mais fúteis. O que a princípio me deixou entediada, mas com o decorrer da história se fez muito proveitoso e até necessário.
     O final foi bastante previsível, o que o fez um pouco sem graça. Aquele tipo de final que tanto você quanto as personagens passam o livro inteiro tentando evitar, mas é inevitável.
     O que eu senti lendo esse livro, não sei exatamente dizer. Eu me senti apreensiva, nervosa, aflita,... Eu tinha aquela sensação constante de que, se eu parasse a leitura, eles ficariam presos naquela história não acabada pra sempre, e seria culpa minha! Agora, o que não sei definir, é se foi uma leitura boa, entende? Foi uma leitura torturante! Assustadora, mas não da maneira convencional, sei lá, foi mais uma tortura psicológica a qual sinto que eu mesma me impus. No final, acho que não me foi uma leitura muito saudável.



As Ruínas
Autor: Scott Slith
Editora: Intrínseca
ISBN: 978.85980.782-05
Ano. 2007
Nº de Pag.: 367


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segunda-feira, 13 de agosto de 2012 0 comentários

Diário Literário - Espíritos de Gelo


Desafio Literário – Ago/12 – Terror

     O que é esse Desafio Literário?
     Tudo sobre o desafio Literário.

     Agosto, no mês do cachorro doido, o tema do Desafio é Terror.

     Nunca li um livro de terror!
     Fato.Tenho medo! Sério. Mas, aqui vamos nós.


Eu sei, eu sei. Ficou um buracão nesse meu desafio! Mas eu vou consertar. Calma lá, vou consertar!


Meu Livro nº 1 do Desafio Literário deAgosto foi Espíritos do Gelo do Raphael Draccon da Editora LeYa Brasil

     Bom, comecei o livro com sempre, pela contra-capa e depois as guardas de capa (ou orelhas) e admito, fiquei com medo. Não sei bem ao certo o motivo, mas sei que senti uma apreensão. Fechei o livro novamente, coloquei ele sobre o colo, e fiquei olhando a capa. Peguei na mão novamente, testei o peso, "flappei" ele em frente aos olhos, cheirei. Fiquei em dúvida. Tenho uma porção de livros pra ler na estante. Abri o livro, entrei.



     Entrei em uma espécie de calabouço, onde um homem acorrentado, era interrogado por um cara baixinho, com uma camiseta surrada do Black Sabath por baixo de um terno. Enquanto torturado por uma dupla de carrascos sádicos. E a pergunta é : Como ele foi parar ali? Ele não lembra. Ele lembra de ter acordado dentro de uma banheira cheia de gelo e encontrado um bilhete, dizendo que ele havia perdido um rim e que deveria ligar para emergência. E agora, lá está ele, acorrentado à parede, ao estilo medieval.
     O livro passa um clima tenso, nervoso. E te pega pela curiosidade, afinal, como você poderia ir embora antes de descobrir como e porquê aquele cara está lá?
     Então, eis que surge o primeiro nome do livro:
     "- O nome dela é Mariana."
     Um frio percorreu minha espinha. Meu nome é Mariana, e Mariana, não é um nome muito comum na literatura.
     Bom, o livro te leva adiante na tensão, sempre dentro daquele calabouço. Enquanto vamos acompanhando as memórias do nosso cara acorrentado, desvendando junto com ele, o que raios está acontecendo.
     O livro é recheado de referências contemporâneas, o que torna a leitura muito divertida (embora eu não tenha reconhecido todas):
"Senti como se o Iceman dos X-men tivesse soprado em minha nuca depois de ter tomado um sundae. Ou como se Sub-Zero tivesse tocado minha coluna antes de um Fatallity".
     Misturando no clima de mistério o terror psicológico de acompanhar o cara sendo torturado em detalhes na masmorra  e as memórias de suas participações em rituais pagãos de adoração ao sexo. Misturando cenários de sexo ritualístico em posições inusitadas, com tortura sangue e ossos quebrados. Vamos em frente, desvendando o mistério principal.
     Um bom livro. Com um final, não tão surpreendente, mas também não tão previsível.
     Uma boa leitura. Pra quem aguenta assistir um cara ser torturado, sem sentir dor junto com ele. E pra quem aguenta ler algumas cenas de sexo.


Espíritos de Gelo
Autor: Raphael Draccon
Editora: LeYa Brasil
ISBN:97.885.804.428-61
Nº de Pag.: 176



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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 6 comentários

Diário Literário - Frankenstein

     Desafio Literário – Fev/12 – Títulos com Nome Próprio
     O que é esse Desafio Literário?
     Tudo sobre o desafio Literário.

     Depois de Eragon, parecia impossível ler um livro melhor. E de fato, ainda parece.

     Meu Livro nº 2 do Desafio Literário de Fevereiro foi Frankenstein de Mary Shalley da Editora Rocco.

Ilustração de Lynd Ward
     Lendo Frankenstein de Mary Shalley, descobri muitas coisas, principalmente, que uma porção de coisas que eu pensava que sabia a respeito de Frankenstein estavam erradas:
     1º. Frankenstein não é um livro de terror, é um livro de drama;
     2º. A Criatura (que não se chama Frankenstein) não é verde, não tem a cabeça quadrada, e não tem parafusos no pescoço.
     3º. Sabe aquela cena clássica, de como o Frankenstain ganha vida? Com toda aquela parafernália de máquinas, e eletricidade? Pois é, aquilo não existe. Dr. Frankenstein, nunca, jamais, mensionou como deu vida à Besta, isso seria perigoso, pois alguém poderia tentar recriar seu intento.
(O que, vamos combinar, podia funcionar no Séc. XVII, mas no Séc. XXI, essa falta de explicação, não cola!)
     4º. O Monstro (que não se chama Frankenstein), não foi construído com partes de corpos de defuntos (não exatamente). Ele foi construído orgão a orgão, parte por parte, minuciosamente, utilizando como matéria prima restos mortais de criaturas (todo o tipo de criaturas mortas).
     5º. O Dr. frankenstein, era um cientísta a frente de seu tempo. Possuía profundo conhecimento da anatomia humana, tão minuciosamente, que era capaz de produzir um ser artificial, e acender-lhe a centelha da vida. Mas não tinha faculdades mentais suficientes para construir uma fêmea estéril! O_º

     "Mesmo que viessem a deixar a Europa e habitar as paragens do Novo Mundo, poderia advir que um dos primeiros resultados do relacionamento por que suspirava o monstro fosse a geração de filhos, e uma raça de demônios se propagaria pela face da Terra, espalhando o terror entre a espécie humana." ¬.¬

     6º. Mary Shalley(Segundo a Wikkipedia), quando escreveu Frankenstein, vivia com o poeta Percy Shelley, tendo já perdido o primeiro filho e tendo um segundo filho com este, que era casado com outra mulher, com quem também tinha um filho. eles tinham um relacionamento aberto e defendiam o amor livre.O_O Em pleno sec. XVII. Não me considero uma pessoa puritana, nem tampouco conservadora, mas, Percy é casado com Harriet, mas vive com Mary e com Claire (ao que tudo indica, tem relações íntimas com ambas), porém Claire tem um romance com Lord Byron, e um filho com este... É confuso, ou não é?
     Bom, a história do livro começa com cartas escritas por Walton, um explorador, conduzindo uma expedição, com o intuito de alcançar pela primeira vez o extremo norte do planeta, à sua amada irmã, onde ele narra os detalhes de sua expedição. Eis que em uma de suas cartas, ele narra o estranho evento, onde resgatam um homem, vagando sobre o mar congelado em um trenó puxado por cães, longe de qualquer civilização. Curioso sobre a história do tal homem, acabam por se tornar amigos, e eis que então, o Dr. Frankenstein, lhe conta a tragédia de sua vida! Onde ele, uma vez um brilhante cientista, com um futuro promissor e uma vida de alegrias, destruiu tudo o que possuía e encontrou a sua ruína.
     Não me entendam mal, o livro não é ruim. Ele só é, na minha opinião, ingênuo demais! Acho que quando lemos um clássico, é normal esperarmos demais. E é claro, se eu levar em consideração, que o livro foi escrito por uma jovem de 19 anos do século XVII, então, acho que posso dizer que o livro é fantástico. Mas, se eu levar em consideração todos os livros que já li, então ele é fraco e um tanto vazio, esparço e com muito pouca explicação.

     "Pare, demônio, de vociferar e de envenenar o ar com suas imprecações! Não sou nenhum covarde para atemorizar-me com palavras! Nada me demoverá! Siga seu caminho!
     — Está bem. Vou-me; mas lembre-se de que estarei presente à sua noite de núpcias.
     Avancei num salto e exclamei:
     — Víbora! Antes que assine minha sentença de morte, trate de estar a salvo você mesmo!"

     Mas heim? Há no mundo outra forma de interpretar as vis ameças da infame criatura de outra fora que não:"— Eu vou matar sua esposa."? Esse é o gênio da ciência?
     Em contraparte, tem cenários incríveis, descritos com paixão, de alguém que realmente esteve nestes lugares, e realmente amou estar neles. Acredito que estas são as melhores partes do livro.


     Frankenstein

 
Autor: Mary Shalley
Editora: Martin Claret
ISBN: 978.85.723.27.70.1
Nº de Pág.: 220
Início - Fim da Leitura: 01/02 - 10/02
Páginas por Dia: 24
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