sexta-feira, 12 de abril de 2013 1 comentários

Diário Literário - Ishmael


     As minhas resenhas para o Desafio Literário estão completamente atrazadas, eu sei! Mas a boa notícia é que as minhas leituras não estão (não muito)!^_~
     O Mês de Março, foi o mês dos animais protagonistas no desafio literário! Meus livros escolhidos foram: Ishmael, Irmão Lobo e Espírito Errante! Foi um mês intenso!

     Ishmael

     Tudo começa com um anúncio de jornal, e nosso narrador (sem nome)se vê enfurecido e intrigado!

     "Professor procura por alunos que tenham o desejo de salvar o mundo"     
     E foi assim que nosso narrador travou face com Ishmael, pela primeira vez! Olhando profunda mente nos olhos negros do Gorila de uma tonelada e meia!
     O Gorila tem uma lição à ensinar: Como salvar o mundo da raça humana. Começamos a acompanhar a história de como as coisas vieram a ser como são, do ponto de vista de Ishmael.
     Ishmael, não sendo um ser humano, nos apresentada uma visão de nossa evolução, vista "do lado de fora", por que ele não faz parte dela! E é quase assustador, ele faz todo o sentido!
     É impossível não se apaixonar por Ishmael, um professor, um pensador, um filósofo. Um gorila.

     Ishmael é um livro para ser lido por todos os que tem o forte desejo de salvar o mundo!

     Conhecendo Ishmael, fiz uma triste descoberta a respeito de mim mesma. Como todo o ser de minha raça, descobri que adoraria ver o mundo ser salvo! E como todo o ser de minha raça, tenho o sonho utópico de alguém apareça com um milagre e conserte o que está errado!
     Lembra daquela cena do Matrix em que o agente Smith descreve a raça humana como um vírus? Pois é, eu, como a maior parte das pessoas na época, pensei espantada: "Nossa! Não é que faz sentido!"
     No entanto, desde de aquela época até agora, nada mudou! Aquela verdade jogada na nossa cara não fez, no final a menor diferença!
     Conhecendo Ishmael, foi mais ou menos como o "tapa na cara" do agente Smith, porém muito mais profundo! Eu consegui sentir vergonha... Da civilização, da tecnologia, do extrativismo desenfreado, do crescimento desenfreado da população mundial, da fome de muitos e da fartura de poucos...
     Eu posso ver que está tudo errado! Mas sinto muito Ishmael, pode me colocar na sua lista de fracassos, por que, sei que está tudo errado, mas não vejo como... Não vejo como consertar!



Ishmael
Autor: Daniel Quinn
Editora: Fundação Petrópolis
ISBN.: 8585663219
Ano: 1998
nº de Págs.: 216

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segunda-feira, 8 de abril de 2013 0 comentários

Diário Literário - Espírito Errante

     Meu segundo livro para o Desafio Literário de 2013 e´Espírito Errante, volume dois das Crônicas das Trévas Antigas e sequência de Irmão Lobo.


     Pode conter spoiler de Irmão Lobo.

     Espírito Errante

     Depois de vencer o Urso, no sopé da Montanha do Espírito do mundo, Torak está vivendo com o Clã dos corvos. Embora ele tenha afeição por alguns dos corvos, Torak ainda se sente muito sozinho, pois não faz de fato, parte do clã, e sente falta de lobo, que partiu para viver com a matinha das montanhas.
     Porém Torak não tem muito tempo para prantear por sua solidão. uma doença está se alastrando na floresta, os clãs estão morrendo, e novamente o destino está empurrando Torak à salvar a floresta. Ele sente que deve buscar a cura, então foge sem ser notado.


     Ren, ao retornar ao acampamento e perceber a ausência do amigo, parte em seu encalço, mas no caminho, encontra outro amigo: Lobo, que também procura por seu irmão de alcatéia! Agora eles devem encontrar Torak e ajudá-lo a encontrar a cura.

     O segundo livro da série, mantem o mesmo estilo narrativo do primeiro, intercalando entre as personagens principais Ren, Torak e Lobo. Eu particularmente adoro ler as partes de Lobo e os nomes engraçados que ele dá às coisas, como por exemplo o brilhante-que-morde-quente. ^_~
     Este segundo livro se encaixa perfeitamente com o primeiro, dando sequência a aventura de Torak para descobrir quem é e de onde veio! Vemos algumas pontas que haviam ficado soltas no primeiro livro se amarrando, e nos aprofundamos sobre quem realmente é Torak e do que é capaz.



Espírito Errante
Autor: Michelle Paver
Editora: Rocco
ISBN.: 9788532522290
Ano: 2007
nº de Págs. 288

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quarta-feira, 27 de março de 2013 0 comentários

Diário Literário - A Hospedeira

     A Hospedeira


     Acho muito difícil exprimir em uma resenha todas as emoções que consigo sentir lendo este livro.
     Tenho mais de 200 livros lidos em minha vida e este é sem dificuldade de escolha, meu livro favorito! E diferente da maior parte de minhas coisas favoritas, que não sei explicar, este eu sei. Gosto de A Hospedeira por que a história mexe comigo!
     Eu não tenho conta de quantas vezes já li este livro. Meu primeiro contato com ele foi ainda em 2008, antes de ser publicado no Brasil. Desde então, já li mais de 150 títulos, e nenhum foi capaz de tomar o "pódio" de A Hospedeira.

     Bom, como o filme está no cinema, decidi que era uma boa ideia relê-lo mais uma vez antes de ver o filme. Esta geralmente é uma má ideia, mas eu o fiz mesmo assim!^_~ Aproveitando então, a releitura para resenhá-lo aqui no blog!
     A história se passa no planeta terra. Em um planeta terra dominado, que assistiu à sua última guerra sucedida finalmente da paz mundial. Uma guerra que a raça humana perdeu. Os seres humanos continuam habitando a superfície deste planeta, porém agora são dominados por uma raça alienígena parasita e pacífica. As almas, são como eles se autodenominaram neste planeta.
     As almas, são uma raça alienígena ancestral, muito antiga, nem mesmo as almas são capazes de denominar sua idade quanto raça. Além da terra, eles possuem em diferentes sistemas solares 13 planetas dominados e assimilados, além de seu planeta de origem.
     A história, como já é marca de Stephenie Meyer, é narrada em primeira pessoa, por uma Alma.
     Peregrina é uma alma muito antiga e respeitada em sua raça, justamente por sua história, que lhe concedeu este nome. Peregrina é uma alma diferente da maioria, pois já esteve em oito planetas, e já viveu oito vidas antes de solicitar sua vinda à terra. A maior parte das almas, costuma migrar uma ou duas vezes, e então estabelecer-se em um planeta, mas Peregrina parece, simplesmente não encontrar seu lugar.
     Ao chegar a terra, por sua vasta experiência, Peregrina foi selecionada para a inserção em uma humana resistente. Melanie Stryder foi encontrada sozinha em Chicago, uma cidade totalmente ocupada pelas almas, quando percebeu que estava sendo perseguida pelos buscadores, atirou-se em um fosso de elevador, tentando tirar a própria vida, porém seu intento foi mal sucedido, e como a medicina das Almas é muito mais avançada que a humana, as Almas foram Capazes de recuperar totalmente o corpo de Melanie, com o objetivo, de, ao inserir uma alma em seu corpo, poderem descobrir de onde veio, e se estava realmente sozinha.
     Deveria ser um procedimento simples. A alma é inserida, a alma se apodera do corpo e suprime o antigo "dono" do corpo, então se apodera de todas as memorias do corpo, o antigo "dono" deixa de existir, então só existe a Alma.
     Só que algo dá errado, Melanie não vai embora, não pode ser suprimida e não permite acesso a todas as suas recordações.
     Agora Peregrina se vê mais perdida do que jamais esteve, ela é odiada por seu hospedeiro, ao mesmo tempo em que não consegue suportar a ideia de abandoná-la!
     Peregrina começa a confundir e misturar os sentimentos de Melanie com os dela própria, até atingir o seu limite e se ver forçada por suas emoções descontroladas a buscar as únicas pessoas que importam para Melanie no mundo. Jared, seu amor e Jamie, seu irmão.
     A busca a leva a um ninho de humanos resistentes, onde ela é o inimigo, ela terá de lutar para sobreviver e encontrar seu lugar neste planeta. 
     Por descrever de maneira tão intrínseca os sentimentos humanos, experimentados por uma criatura alienígena pela primeira vez, a narrativa coloca o leitor "do lado de dentro" da personagem, fazendo com que o próprio leitor experimente a estranheza de ser humano.
     O que mais gosto da Peg é que ela é realmente boa, verdadeiramente boa. Acho que, o que Meyer tentou criar em Edward sem tanto sucesso, conseguiu criar em Peg. Um ser inteiramente bom. Mais humana do que qualquer ser humano seria capaz de ser. Eu a amo profundamente. Ela personaliza a busca de todo o ser humano pelo aperfeiçoamento. Ela é quase perfeita.


A Hospedeira
Autor: Stephenie Meyer
Editora: Intrínseca
Ano: 2009
ISBN.: 9788598078595
Nº de Págs.: 557

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quarta-feira, 20 de março de 2013 0 comentários

Diário Literário - Irmão Lobo

     O desafio Literário 2013 de Março será recheado de Criaturas! É o mês do animal protagonista ou co-protagonista. Seguimos a primeira leitura, acompanhando Lobo e seu irmão de alcateia Alto-Sem-Rabo. 

     Irmão Lobo

     Nunca havia ouvido falar de Crônicas das Trevas Antigas, ou de Michelle Paver, mas havia uma promoção muito atrativa no Submarino, onde se podia comprar 5 livros da lista por R$ 50,00 e o frete era free!!!\o/ Adoro essas promoções, e de fato, haviam alguns livros na lista que queria muito! Então comprei Irmão Lobo para completar a cota de cinco livros.
     Feliz foi minha escolha! E feliz eu fui, por ter conhecido Lobo e Torak!

     As Crônicas das Trevas Antigas se passam em uma época pré- histórica, onde os povos viviam em pequenas tribos nômades, nomeados de Clãs. Os Clãs viviam da caça e da coleta, em uma época antes da agricultura e da pecuária.
     Neste mundo selvagem e místico, vive Torak, um menino de pouco mais de dez verões, criado por seu pai, longe do contato dos clãs e das pessoas.

     Em uma noite como outra qualquer, surge o Urso, um demônio foi aprisionado em seu corpo, agora, ele só deseja a matança e faz do Pai de Torak uma de suas vítimas! Agora Torak se vê só na floresta, sem amigos com que contar e com o peso da promessa que fizera a seu pai no leito de sua morte: Encontrar a montanha do espirito do mundo e destruir o demônio, antes que ele devore toda a floresta.
     Perdido na floresta, e faminto, Torak depara-se com um filhote de lobo, chorando aos pés dos corpos de seus pais, mortos por uma enchente do rio. Torak prepara-se para abatê-lo, porém surpreende-se ao perceber que o compreende! Ele pode ouvi-lo, e também respondê-lo. Agora, Lobo e Torak, dois órfãos na floresta, carregam o destino de livrar seu lar das garras do Urso.
     Ao pequeno grupo junta-se Ren, uma garota corajosa, do clã do corvo. Juntos, os três deverão seguir para o norte, onde nenhum clã jamais esteve, cumprir uma profecia,  derrotar um demônio e salvar os clãs e a floresta.

     O livro possui um estilo narrativo muito gostoso de se ler, intercalando a visão de Torak e a visão de Lobo dos acontecimentos.
     Uma história muito bem construída, com começo meio e fim, mas que não deixa de dar um gostinho de quero mais e uma ansiedade pelo próximo livro! ^_~
    

Irmão Lobo
Autor: Michelle Paver
Editora: Rocco
Ano: 2007
ISBN.: 9788532519450
N° de Págs.: 248

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quarta-feira, 13 de março de 2013 0 comentários

Diário Literário - Este Lado do Paraíso


     Este lado do Paraíso é o 2º livo do projeto literário, Charlie's Booklist. Criado pelo blog ConversaCult.

     Este lado do Paraíso

     Amory Blaine. Esta é nossa personagem.
     Ele é um CHATO de marca maior.
     Acho que em leitura alguma, uma personagem principal me irritou tanto como Amory Blaine!
     Esta é a história de Amory, contada por Amory, um garoto completamente egoísta e soberbo, que acredita estar em um nível social e intelectual acima das pessoas normais.
     O livro começa um tanto monótono e pedindo pelo abandono. Mas como o livro era para o Charlie's Book list, persisti. Não me arrependi!
     Amory, conforme se desenvolve durante a história, continua sendo um tremendo "pé no saco", mas apenas um ser humano, e acabou me conquistando em simples detalhes, como a maneira como sentiu-se arrebatado ao ver o mar. Ou com o prazer de cantar na chuva!
     O que me ganhou no Amory, é que embora fosse uma pessoa egoísta, egocêntrica, soberba e arrogante, ele não tentava camuflar isso enquanto narrava sua história! Não! Ele exibia! Esfregava na cara do leitor! Sem qualquer camuflagem ou atenuante! E, sendo este, um livro quase auto-biográfico, fez-me admirar Fitzgerald também, por ser capaz de descrever-se assim, exacerbando seus defeitos e atenuando suas qualidades, colocando nos defeitos seus traços mais marcantes.
     Durante sua história Amory descreve seus romances suas amizades, vitórias e fracassos, mais fracassos do que vitórias. Seus reais sofrimentos e agonias e, embora ele seja um chato do começo ao fim, ainda não descobri ao certo, por que comecei a gostar dele.
     Acho que ele nos desperta simpatia por sua desgraça e seu fracasso. Por seus sofrimentos, muito embora em grande parte ele mesmo as tenha causado.

     Este foi o primeiro livro da Charlie's Booklist em que consegui participar da discussão. Foi uma experiência fantástica! Como é bom ler um livro e depois poder comentá-lo com outras pessoas. Discutir sobre suas impressões e esclarecer os pontos que lhe pareceram nebulosos! Foi uma experiência nova para mim. Me deixou ansiosa pelo próximo mês!


Este Lado do Paraíso
Autor: F. Scott Fitzgerald
Editora: Record
Ano: 1979
N° de Págs.: 264

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domingo, 10 de março de 2013 0 comentários

Diário Literário - O Restaurante no fim do Universo

     Resenha atrasada para o mês de fevereiro. Quando o mês terminou ainda estava na metade deste, mas resolvi mantê-lo para o desafio, embora tenha terminado em atraso.
     Esse livro é o segundo volume da Série O Guia do Mochileiro das Galáxias.
     Faz parte do Desafio Literário 3013, no mês de Fevereiro, livros que façam rir. Para ver minhas resenhas anteriores do Desafio Literário 2013, é só Clicar no Banner do Desafio, aí na barra lateral -->

     O Restaurante no Fim do Universo

     Quando eu lí esse título (na verdade quando li o final do 1º livro), eu imaginei que o Restaurante no Fim do Universo, fosse um lugar. Claro, o restaurante é um lugar, mas imaginei que o final do universo, se referia a um local geográfico, situado na borda, ou na periferia do universo. Não era. O Restaurante no fim do Universo, é um restaurante no fim do Universo no tempo! Entendeu? O Restaurante fica no Fim do Universo! No momento (não no lugar) em que ele explode,e não sobra mais nada!

     O livro começa exatamente onde termina o Guia do mochileiro. Estamos na nave coração de ouro, acompanhados de Trillian, Ford, Beeblebrox, Marvin e Arthur.
     Neste segundo volume, temos um maior aprofundamento na
personagem de Zaphod Beeblebrox, um cara muito peculiar! E não é por causa de suas duas cabeças e três braços. Zaphod tem uma espécie de dupla personalidade, onde uma delas sempre acaba levando a melhor, são particularmente as partes que mais gosto do livro, seus diálogos internos! Vamos junto com Zaphod tentando descobrir quais os planos de seu antigo eu para o seu novo eu, e qual o objetivo final de toda essa bagunça.

     Adams segue no segundo livro de sua trilogia de cinco livros criticando e até ridicularizando nossa sociedade contemporânea  até mesmo nossa hipocrisia quando comemos animais, mas não temos intenção de machucá-los.
     Se ao final do primeiro livro, fiquei com dívidas se Adams era um gênio ou um idiota muito sortudo, agora o defino como gênio realmente. O segundo volume amarra algumas pontas que o primeiro havia deixado soltas, e não tenho dúvida que mas respostas virão nos próximos volumes. Assim como não tenho dúvidas de que muitas coisas ficarão sem explicação! Mas fazr o quê? O Universo é assim. E não entre em pânico! ^_~



O Restaurante no Fim do Universo
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788599296950
Ano: 2010
Nº de Págs.: 229

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013 0 comentários

Fragmento - Verde Folha

     Verde Folha

     De repente, olhando em seus olhos verde folha, pude finalmente compreender que aquele que eu amava estava morto. Então, eu chorei. Eu pranteei meu luto até sentir-me secar de qualquer lágrima. Eu compreendi o real sentimento de perder algo precioso. Perdi, junto com o brilho naqueles olhos, sonhos, planos, esperança...
     Não se pode ressuscitar os mortos. Eu sabia que sofreria com a falta daquele pedaço de meu ser até o último dia de minha vida, mas a vida seguiria seu curso. Eu estava viva.
     Então olhei novamente em seus olhos verde-folha, e pude finalmente perceber que aquele que amei não havia morrido. Ele nunca existiu senão em meu coração, em minha fértil realidade interior.
     Aqueles olhos verde folha, nada mais eram senão janelas de uma realidade só existente para mim, e o brilho que via neles, nada mais eram, senão reflexo e meus próprios olhos.
      
     Os olhos... são capazes de ver, apenas o que queremos ver...

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Diário Literário - O Livro das Fadas Prensadas

     Último livro para o Desfio Literário 2013 do mês de fevereiro (minhas últimas escolhas: Cabeça de VentoA Irmandade das Calças ViajantesSendo Nikki e O Segundo Verão da Irmandade), o mês dos livros que nos fazem rir (na verdade estou lendo O Restaurante no fim do universo, mas não irei terminá-lo hoje, então...)
     Na verdade, não escolhi esse livro para o desafio em especial, o que aconteceu foi que topei com esse livro e ele me despertou a atenção! Tem uma encadernação belíssima, papel de excelente qualidade e imagens fantásticas. Sendo um livro curto, acabei por começar a folheá-lo e quando me dei conta, havia terminado!

     O livro das Fadas Prensadas de Lady Cottington


     O livro é narrado na forma de diário e quem o escreve é Angélica Cottington, uma garota capaz de ver fadas. Começamos a acompanhá-la aos seus oito anos, época em que prensa sua primeira fada. Isso mesmo, prensa! Sabe aquele hábito antigo de se prensar flores entre livros para secá-las? Então, Angélica faz exatamente isso com fadas! Ela descobre que, ao fechar seu livro com uma fada dentro e prensá-lo com força, a fada fica presa à folha, como uma flor prensada!
     No início do diário a narrativa de angélica é pobre e cheia de erros caligráficos, porém conforme vai amadurecendo sua escrita vai também evoluindo, eu achei este detalhe muito  interessante. Seguimos acompanhando Angélica em suas peripécias enquanto ia interagindo com as fadas e como as fadas foram tornando-se um incômodo para ela. Conforme Angélica amadurece, também começa a perceber que este ato de prensar as fadas é violento e malvado, e começa a sentir-se culpada. Porém jamais consegue abandonar o hábito, basta ver uma fada voando ao seu redor para "PLAFT" esmagá-la em sua coleção. 

     O livro é todo ponteado por ilustrações de suas fadas prensadas. Não era nada do que eu esperava! Mesmo assim, foi um livro hilariante, com suas ilustrações cômicas e as histórias mais sem noção de Angélica Cottingan.



O livro das Fadas Prensadas de Lady Cottingan
Autor: Terry Jones
Editora: Nobel
ISBN.: 8527902990
N° de Págs.: 63

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013 0 comentários

Diário Literário - O Guia do Mochileiro das Galáxias

     Mais um livro para o Desafio Literário 2013 do mês, com o tema, livros que nos façam rir. Admito que minhas últimas escolhas: Cabeça de Vento, A Irmandade das Calças Viajantes, Sendo Nikki e O Segundo Verão da Irmandade. Não foram livros que me fizeram gargalhar durante a leitura. Todos eles tiveram sim, seus momentos de risada, mas não de chorar de tanto rir. Então resolvi apelar!

     O Guia do Mochileiro das Galáxias

     O que dizer, sobre o guia do Mochileiro das Galáxias? É um livro, sobre um livro! E também é uma história sobre a destruição da terra e de um experimento científico! E também é a História de Arthur Dent, inglês comum, e último espécime terráqueo vivo do universo, na aventura mais improvável que poderia lhe acontecer, a bordo da nave Coração de Ouro, em companhia da tripulação mais lunática jamais vista!


     Houve momentos da leitura em que tive de voltar, e reler várias vezes o mesmo parágrafo, para então entender que não era mesmo compreensível. Eu fiquei na dúvida diversas vezes se o autor sabia exatamente o que estava falando, ou não tinha realmente a menor noção! Então fiquei em dúvida se Adams foi realmente um grande gênio ou um idiota muito sortudo. Confesso que em alguns momentos desconfiei de que o próprio Adams fosse um alienígena Betelguseano! Ele descreve o universo e tudo o mais com propriedade de quem já esteve lá!

     Descobri muitas coisas importantes e essenciais lendo o Guia do Mochileiro das Galáxias:
1° - NÃO ENTRE EM PÂNICO!
2° - A resposta para a vida o universo e tudo o mais é 42.
3° - Saiba sempre onde está a sua toalha!
     São lições que levarei com certeza para toda a vida! ^_~

     O livro traz uma forte crítica às superficialidades da vida contemporânea, colocando os valores sociais, econômicos e políticos em uma perspectiva galática, e de forma hilária e um tanto nonsense, acaba por ridicularizar a nossa sociedade como um todo! 

O Guia do Mochileiro das Galáxias
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Ano: 2010
ISBN.: 978-85-999-77-63
Nº de Págs.: 270


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Diário Literário - O Segundo Verão da Irmandade

     Em meu 4º livro para o Desafio Literário 2013 deste mês de fevereiro, escolhi seguir com a história das meninas que partilhavam a magia de um jeans viajante.
     Mês de fevereiro do Desafio, é o mês dos livros que nos façam rir!

     O Segundo Verão da Irmandade

     Como já conhecemos A Irmandade de Jeans Viajante, já conhecemos as meninas, já conhecemos suas personalidades e suas peculiaridades, por isso, acredito, temos neste segundo livro uma história muito mais dinâmica, que não se prende às apresentações. Já somos todas amigas!^_~
     O verão se aproxima novamente e elas estão ansiosas para saber como será o segundo verão das calças!
     Lena continua se remoendo, mesmo depois de quase um ano, o término do namoro com Kostos, provocado por ela mesma, por não se sentir capaz de suportar a dor da distância, porém Lena não consegue deixar de amá-lo, e não consegue deixar de sofrer por não poderem estar juntos.
     Bee, se perdeu um bocado de si mesma depois do último verão, abandonou o futebol, pintou o cabelo, ganhou peso. Porém ela sente que precisa se encontrar, e é buscando por si mesma que ele decide ir "re"-conhecer a avó materna, a quem ela não vê desde os seus 5 anos, e de quem seu pai desencorajou o contato após a morte de sua mãe. Bridget chega à cidade fingindo ser outra pessoa e se oferece para trabalhar na casa da avó. Mergulhando no passado da mãe, Bridget acaba por encontrar a si mesma, e o que parecia ser um problema do verão passado, acaba por mostrar-se uma ferida muito mais profunda!

     Tibby ainda não superou a tragédia pela qual passou no verão passado. Sua melhor forma de lidar com a dor foi evitar totalmente o assunto Bailey. Ela está indo para uma oficina de cinema, ela recebe a tarefa de fazer um vídeo biográfico durante o verão, e apresentá-lo em um festival. A primeira idéia que surge na mente de Tibby é Bailey, porém ela se acovarda, não se sente capaz de enfrentar os fatos ocorridos no verão passado. Então decide fazer um vídeo comédia sobre sua mãe e seus irmãos. Tibby precisará "mergulhar na lama" e sentir vergonha de si mesma, para lembra-se do que jamais poderia esquecer.
     Carmen continua chata, as narrativas dela são um pouco cansativas por que a linha de pensamento dela é um pouco superficial. Mas Carmen tem um bom coração, apesar de ser um pouco egoísta e mimada. Ela tem de aprender a lidar com o ciúme de sua mãe, por estar em um relacionamento novo e feliz.

     A narrativa, assim como no primeiro volume da série, é narrada me terceira pessoa, intercalando as aventuras das quatro meninas com as cartas que elas trocam durante o verão. Muito me impressiona o carinho com que a autora consegue dispensar à todas as quatro, sem privilegiar nem uma delas! Elas dividem o livro e a história, em perfeita harmonia! Como boas amigas, elas não brigam pelo papel principal.
     O livro traz uma bela mensagem de amizade e de amadurecimento. Acompanhamos meninas se tornando moças e moças se tornando mulheres, porém sem nunca perder sua essência e sem jamais abandonar suas raízes.


O Segundo Verão da Irmandade
Autor: Ann Brashares
Editora: Rocco
Ano: 2004
ISBN: 8532517145
Nº de Págs.: 408


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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013 0 comentários

Diário Literário - Sendo Nikki

     Meu terceiro livro do Desafio Literário 2013 de fevereiro, mês do riso. Até o momento, em termos de risada, este está levando a medalha de ouro! Veja as resenhas dos outros: A Irmandade das Calças Viajantes e Cabeça de Vento

     Sendo Nikki

     Em Sendo Nikki (segundo volume da série Cabeça de Vento) continuamos acompanhando o drama de Em Watts, garota supostamente morta que continua viva dentro do corpo da Super modelo Nikki Howards (devido a um transplante de cérebro, feito quando seu corpo foi destruído e o cérebro de Nikki "explodiu").
     Em está tentando se adaptar à sua nova vida, tentando aprender a ser de fato uma super modelo, e dolorosamente tentando se desprender de sua antiga vida.
     A história continua sendo narrada em primeira pessoa , por Em. Neste volume da série, a trama principal, que no primeiro volume esteve apenas no plano de fundo, se desenvolveu e se mostrou no centro do palco. Começamos a desvendar junto com Nikki / Em, a real trama de conspiração por traz das Indústrias Stark (Mega empresa multinacional para a qual Nikki trabalha, e a qual é responsáve por seu transplante de cérebro).
     Não posso falar muito mais do que isso sobre a trama sem entregar "spoilers". 

     Achei o segundo volume ligeiramente melhor que o primeiro, justamente pelo fato de o desenvolvimento da história principal ter sido mais envolvente, embora Em, às vezes me dê nos nervos, e eu tenha vontade de esbofeteá-la!
     O livro me arrancou ligeiramente mais risadas também do que o primeiro, porém nem de longe é tão divertido como os Diários da Princesa ou a Mediadora, mas também não é uma total perda de tempo!
     O livro foi um bom divertimento. É um bom livro para se ler sem compromisso e sem alimentar grandes expectativas.

Sendo Nikki
Autor: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Ano: 2011
ISBN.: 9788501086679
Nº de Págs.: 320


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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013 1 comentários

Diário Literário - Por Favor, não Matem a Cotovia



     O Sol é para Todos faz parte do projeto literário, Charlie's Booklist. Criado pelo blog ConversaCult.

    Por Favor, não Matem a Cotovia

     Curioso que o livro conta a história de como um garoto que quebrou o braço. Achei sim, curioso, pois que, no meio para o final do livro, já havia esquecido que a narrativa havia começado para contar ao leitor a história de um braço quebrado. Envolvente assim é esta história!


     Scout é nossa narradora, irmã de Jem, o garoto que quebraria o braço. Scout é uma doce menina de nove anos, muito a frente de seu tempo. Ela nos narra os acontecimentos de sua infância em primeira pessoa. Somos transportados para a infância ao ler a primeira metade deste livro, acompanhando Scout e seus melhores amigos Dill e Jem em suas brincadeiras e descobertas. E somos extraídos da infância na segunda parte dele, de maneira dolorosa. Scaut nos descreve o final de sua infância inocente e princípio de sua vida social, onde começa a entender os estratagemas e as hipocrisias da sociedade a qual está inserida. Acredito que seja justamente esta condução da história que tenha me levado a emoções extremas.
     Dei muitas risas com Dill e Scout e suas molecagens, e chorei muito também com Scout e Jem, pelo fim da inocência, de descobrir que o mundo não era tão bom e justo quanto eles esperavam e quanto ele deveria ser. Foi de fato uma leitura profunda! Consigo compreender por que o livro se tornou um clássico. Ler este livro despertou em mim, diversas e contrastantes emoções. Houve determinado momento, durante a leitura em que pensei: "Que livro horrível". Pois que fez-me sentir muito mal. Retratando a forma como se instaurava o preconceito, como era tido como algo natural na sociedade... Causou-me repulsa e tive vontade de atirá-lo longe! Mas então, não era o livro a ser horrível  e sim a sociedade, que de fato existiu, e que embora tenha evoluído muito, ainda existe.
     O livro, é simplesmente belo.

     Depois de ler esse livro, passei a considerar Harper Lee, uma mulher admirável, pois foi necessária muita coragem para escrevê-lo. Para desnudar a sociedade e esfregar-lhe à cara toda a sujeira escondida sob a bela fazenda. E foi necessária ainda maior coragem para publicá-lo.

"A luz do dia... na minha mente a noite desaparecera. Era dia e a vizinhança agitava-se. Miss Stephanie Crawford atravessava a rua para contar as últimas a Miss Rachel. Miss Maudie inclinava-se sobre as suas azáleas. Era Verão e duas crianças corriam na direcção de um homem que se aproximava à distância. O homem acenava e as crianças faziam uma corrida para ver quem chegava primeiro.
Ainda era Verão e as crianças aproximavam-se. Um rapaz caminhava lentamente pelo passeio, arrastando, atrás dele, uma cana de pesca. Um homem esperava por ele com as mãos à cintura. Era Verão e os seus filhos brincavam no pátio da frente com o amigo deles, encenando um bizarro dramalhão inventado por eles próprios.
Era Outono e os seus filhos lutavam no passeio, em frente à casa de Mrs. Dubose. O rapaz ajudou a sua irmã a levantar-se e foram para casa. Era Outono e os seus filhos andavam para trás e para a frente pelas esquinas, mostrando nos rostos os desaires e as vitórias do dia. Paravam junto de um carvalho, deliciadas, confusas e apreensivas.
Era Inverno e os seus filhos tremiam ao portão, silhuetas recortadas contra o braseiro de uma casa em chamas. Era Inverno e um homem caminhava pela rua, deixava cair os óculos e abatia um cão.
Era Verão e ele via os seus filhos de coração partido. Outra vez o Outono e as crianças do Boo precisavam dele.
O Atticus tinha razão. Certo dia disse que só conheceríamos realmente um homem quando calçássemos os seus sapatos e caminhássemos dentro deles. Para mim, estar na varanda dos Radleys foi o suficiente."

Por Favor não matem a Cotovia
Autor: Harper Lee
Editora: Difel (portuguesa)
Ano: 2003
ISBN: 9789722906838
Nº de Págs.: 400

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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013 1 comentários

Diário Literário - A Irmandade das Calças Viajantes


     Fevereiro é o mês de dar risada no Desafio Literário 2013. Escolhi alguns títulos que me inspiraram graça mas, neste meu segundo livro do desafio (veja o primeiro aqui), não consegui muitas risadas... ¬¬ Talvez o problema seja eu...


     A Irmandade das Calças Viajantes

      "Era uma vez um par de calças. Era um par de calças básico - jeans, é claro, azul, mas não aquele azul duro, novo, que se vê no primeiro dia de aula. Era um azul suave, degradé  com um cero desbotamento extra nos joelhos e no bumbum, além de ondinhas brancas nas dobras."

     Tudo começou quando Carmen entrou em uma loja de roupas de segunda mão. Não costumava frequentar lojas de segunda mão, mas as calças estavam apenas três dólares. Não haviam de fato chamado a atenção de Carmen. Ela sequer se deu ao trabalho de experimentá-las. Guardou-as em algum canto do guarda-roupas, e lá elas esperaram.

     Era uma vez também quatro amigas: Lena, Bridget, Tibby e Carmen. Elas já nasceram amigas, pois as mães, todas gestantes esperando bebês para setembro, frequentavam a mesma turma de ginástica para gestantes. As mães acabaram por se tornar amigas, e as crianças, que acabaram por nascer todas em um intervalo de 17 dias entre a primeira e a última, se tornaram amigas inseparáveis. Mas chegou então o verão. Aquele em que completariam 16 anos, e o momento de, pela primeira vez, se separarem.
     Suas vidas e sua amizade sempre fora marcada pelos verões. Época em que estavam de férias, e faziam aniversários. Época em que passavam tanto tempo grudadas que esqueciam-se onde começava uma e terminava a outra. Mas no verão de seus 16° aniversários, tinham planos diferentes, pela primeira vez. Lena iria conhecer os avós paternos, na Grécia, onde passaria os dois meses de férias. Carmen passaria as férias na casa do pai, na Carolina do ?Sul. Seria a primeira vez desde que os pais se divorciaram, que o visitaria. Bridget fora convidada à um acampamento de futebol, em Baja na Califórnia. Tibby passaria as férias em casa, trabalhando em uma franquia de farmácia, estava terrivelmente deprimida. Na verdade, todas estavam.

     Então, as calças apareceram. Tibby foi a primeira a vê-las, guardadas no armário de Carmen, disse que às queria e Carmen a autorizou a seguir em frente, então a mágica começou, embora Tibby fosse pequena, as calças caíram-lhe perfeitamente bem, caíram-lhe com leveza, sem parecerem grandes demais, valorizando as poucas curvas de seu corpo esguio. A seguinte foi Lena, experimentou-as e, embora fosse mais alta que Tibby e tivesse o quadril mais largo, as calças se ajustaram perfeitamente em seu corpo, como se fossem feitas para ela, entre surpresa e descrença, Lena passou as calças à Bridget. Bridget era a mais alta entre as garotas, embora seu corpo fosse atlético, era esguio nos quadris. A prova final seria Carmen. Carmen não era especialmente gorda, mas era de ascendência latina, o que a concedia um quadril privilegiado. Era certo que as calças não poderiam caber nela também, o que seria engraçado, visto que as calças eram dela! Mas couberam. Colaram-se a seus quadris como segunda pele, a deixando um pouco mais magra, mas ainda assim sensual. Estava provado. As calças eram mágicas!
     Definiram então que a caça pertenceria a todas elas! Partilhariam as calças durante o verão, enviando de uma à outra. Seria uma maneira de estarem sempre juntas. Assim surgiu a irmandade das calças viajantes, e as regras que estabeleceram foi:


     A partir daí então acompanhamos as calças e acompanhamos as meninas.

     Lena, a sensata.  É tímida e retraída, e linda. Ela carrega sua beleza como um fardo, como se o fato de ser bela impedisse as pessoas de a verem de verdade. Acho que de todas, foi com quem mais me identifiquei, embora possa verificar traços de minha personalidade em todas elas. Ela tem uma personalidade fechada, por vezes fechada até para si mesma, o que impossibilita de reconhecer os próprios sentimentos. Lena e a irmã mais nova, Effie vão passar suas férias de verão na Grécia, junto de seus avós paternos pela primeira vez. Somos levado por lena à cenários fantásticos em um pequeno vilarejo grego, onde Lena terá de lidar com um suposto pretendente arranjado por sua avó. seu hobby: Pintura em tela e desenho.
     Bee, a vivaz. Ela é energica, de beleza exótica e cabelos cor de palha de milho. Sempre cheia de energia sempre sorrindo, demonstra muito poucas inseguranças e muito pouca prudência! É minha favorita. Acompanhamos a estrela do futebol tentando ganhar as atenções de um dos treinadores do acampamento, e ela promete que o terá até o final do verão. Seu Hobby: Futebol
     Tibby, o patinho feio. Ela é fisicamente a menor do grupo, carrega um certo complexo de inferioridade para com as amigas, e por esse motivo guarda alguns segredos bobos que prefere não compartilhar com ninguém, como por exemplo o quanto ela ama o seu porquinho da índia. Acompanhamos Tibby em seu primeiro projeto de documentário, sobre pessoas esquisitas, onde acaba por conhecer muitas pessoas, mas principalmente, onde se aproxima de Bailey, uma garota de doze anos com leucemia, que acaba por se tornar sua assistente neste projeto. Seu hobby: Gravação, edição e montagem de vídeos.
     Carmen é a chata. Nooossa, como ela é chata! É mimada ciumenta, egoísta e mesquinha! Tá legal, se você fosse convidada a passar as férias na casa do pai, pela primeira vez em anos, desde que os pais se divorciaram, e de repente chegasse lá e desse de cara com esposa nova e filhos novos, tipo: SURPRESAAAA!!! Isso poderia levar qualquer pessoa a beira da loucura! Mesmo assim, ela é chata. A linha de pensamento lógico dela é chata! Seu hobby: Moda (até o hobby dela é chato).

     O livro é narrado intercalando as histórias das garotas com cartas que elas vão se trocando durante o verão, achei o estilo narrativo interessante e dinâmico. A história não foi engraçada como achei que seria, embora Bailey e Tibby tenham me arrancado algumas risadas, acredito que chorei com essas garotas muito mais do que ri. Chorei com Carma, chorei com Bee, chorei com Lena e chorei com Tib.
     Mas a história toda é bela e bem construída. Mereceu muito bem o meu tempo! ^_~

A Irmandade das Calças Viajantes
Autor: Ann Brashares
Editora: Rocco
Ano: 2009
ISBN.: 8532515118
N° de Págs.: 312

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sábado, 2 de fevereiro de 2013 1 comentários

Diário Literário - Cabeça de Vento

Cabeça de Vento

     Uma história típica da Meg Cabot! Os livros da Meg Cabot são ótimos livros para se recuperar de uma ressaca literária, o que foi justamente o motivo de eu ter escolhido este livro, por que depois de me afundar em Panem, fiquei quase tão "fora da casinha" quanto Peeta e Katniss.
     E por que eles são bons curadores de ressaca? Por que são livros leves, geralmente curtos, geralmente engraçadas, com um enredo ligeiramente previsível, e exige pouquíssimo esforço para compreensão! Eu não estou criticando, nem censurando o estilo literário da Diva! Às vezes, uma história leve e com todos estes atributos descritos à cima é tudo de que precisamos! Como em uma ressaca literária!

     Nossa personagem é Em Watts, Nova Yorkina, nerd, que se veste como um menino e nutre uma paixão secreta por seu melhor amigo. Tudo bem até aí, o plot é até bem clichê. Mas não sei por que essa história foi meio ruim de engolir... Você pode ser uma nerd Nova Yorkina impopular e de repente se descobrir a única descendente real de um principado europeu. Pode acontecer! E você pode estar atravessando a rua de Washington-DC e um belo dia salvar a vida do presidente! Não é impossível! E até acordar um belo dia e descobrir que é capaz de ver, ouvir bater e beijar os mortos. Eu posso engolir! E uma garota pode ser atingida por um raio e de repente ganhar super poderes. É um clichê! Então por que é que eu não consegui engolir essa história de transplante de cérebro??
     É isso aí! Temos Emerson Watts, essa garota que é um "Tomboy" e não liga pra opinião alheia (a não ser a do Christopher, seu melhor amigo e paixão secreta). E temos Nikki Howord. Super modelo, mundialmente famosa, rica, e linda. Elas casualmente se cruzam durante a inauguração da Stark Megastore, uma loja daquele tipo que vende de tudo, de calibre multinacional, e a qual Nikki representa. Acontece que uma porção de coisas dá errado, e essas duas meninas totalmente diferentes acabam "morrendo" neste dia fatídico! Mas uma delas acorda! Em Watts acorda no corpo de Nikki Howord, após ter tido seu cérebro transplantado para o corpo da recém morta Nikki Howord, o que ela descobriu ser a única maneira de salvar sua vida, visto que seu corpo foi destruído. Porém, devido a clausulas contratuais aceitas por seus pais no momento da cirurgia, forçam Em a continuar vivendo a vida de Nikki! Isso implica abandonar sua antiga vida e seu melhor amigo! 

     Eu acho que não deixei claro que na verdade eu gostei do livro. Ele atendeu às minhas expectativas, e me deu exatamente o que eu esperava. É um livro narrado em primeira pessoa, cheio de romance e com o estilo narrativo engraçado de dentro do cérebro de uma adolescente, como só Meg Cabot consegue. Só o que eu não esperava é que ele terminasse no meio! Mas isso também não foi totalmente uma surpresa, visto que é uma trilogia.
     É um bom livro pra ler sem compromisso e sem grandes expectativas.


Cabeça de Vento
Autor: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Ano: 2010
ISBN.: 9788501083203
Nº de Págs.: 320

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013 0 comentários

Diário Literário - A Esperança

     A Esperança
     Pode conter spoilers de Jogos Vorazes e Em Chamas

     Estava muito desesperada para começar esse livro, em virtude de como terminou Em Chamas, embora não tenha gostado do título nacional da obra. 
     Começamos no Distrito 13, novo lar de Katniss e dos sobreviventes ao bombardeio ao Distrito 12. O Distrito 13 está dando suporte À rebelião inciada pelos distritos e pretende usar a imagem de Katniss como simbolo da rebelião. Porém Katniss se vê pressionada, sem saber em quais pessoas confiar. 

     Somos levados na confusão de Katniss, e como a narrativa é em primeira pessoa, é fácil concordar com as motivações dela. Com o desenrolar da trama, vamos nos aprofundando em esquemas políticos e motivos escusos escondidos sob pretextos nobres. E toda essa trama intrincada, parece muito real, muito próxima à nossa realidade contemporânea.
     Este livro me levou a refletir bastante sobre a nossa realidade. Sobre quanto um povo pode suportar ser oprimido antes de se levantar e lutar! Sobre como nós, nos desagradamos de tantas coisas em nossa sociedade, e toleramos, sem nada fazer, a não ser reclamar. 
     È claro, o Brasil não e Panem, graças à Deus, mas nem por isso nossas crianças deixam de morrer por culpa do governo. Somos abusados na quantia de impostos e na deficiência de assistência, de saúde, de segurança, de moradia e de alimento, enquanto o "Capitólio" esfrega suas riquezas em nossa cara!
     E eu me perguntei, por que somos apáticos? E o que deve ser feito? Mas eu não tenho essas respostas.

     Eu demorei muito pra começar a escrever essa resenha, e ainda não sei ao certo expressar o que senti... É como se, ao invés de eu ter devorado o livro, foi o livro que me devorou! E eu fico co essa sensação de que algo em mim está faltando. Foi uma história de emoções muito fortes. Não senti nos dois primeiros livros, tanta realidade, como senti neste último... Foi como se a dura realidade de Panem tivesse se instaurado dentro de mim! E, de certa forma, pude "adaptar" a realidade de Panem à realidade que nos conhecemos por real. Não há beleza na guerra! Não há também heroísmo! Existe dor e morte! E não importa qual lado ganha, todos saem perdendo! E as feridas da guerra... elas não tem cura! Este livro me trouxe muitas lágrimas. Mas no final, me senti entorpecida. Exatamente como Katniss.



A Esperança
Autor: Suzanne Colins
Editora: Rocco
ISBN.: 9788579800863
Ano: 2011
Nº de Págs.: 421


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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013 1 comentários

My Photobook Diary... Weakly #03


17/01/2013


     Adoro ler olhando pro céu!

 
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